Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos, Carnaval cada vez mais caro, FGC prepara plano e mais
Resumo da Semana, as principais manchetes de política, economia e do mercado financeiro para você precisa saber para começar a semana sempre atualizado(a)!
Principais manchetes para começar o ano atualizado(a)!
⚠️ Trump diz que não pedirá desculpas após vídeo com os Obama
🤝 Estados Unidos e Irã retomam negociações
🚀 Brasil acelera e mira o Top 5 global na produção de petróleo
💸 FGC prepara plano para recompor até R$ 50 bilhões após liquidação do Master
🍻 Carnaval ficou quase 80% mais caro em 10 anos
Trump diz que não pedirá desculpas após vídeo com os Obama
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai se desculpar por ter compartilhado um vídeo que retratava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos.
A publicação foi feita na Truth Social, permaneceu no ar por cerca de 12 horas e foi removida após críticas.
🤔 O que aconteceu?
Na noite de quinta-feira (5), Trump compartilhou em sua conta na Truth Social um vídeo com cerca de um minuto de duração. A gravação abordava teorias conspiratórias sobre as eleições de 2020 e, nos segundos finais, exibia os rostos de Barack Obama e Michelle Obama sobrepostos a corpos de macacos, ao som de “The Lion Sleeps Tonight”.
A publicação rapidamente gerou repercussão negativa nas redes sociais e no meio político. O vídeo foi retirado do ar na tarde de sexta-feira (6), após críticas de parlamentares democratas e também de integrantes do próprio Partido Republicano.
Inicialmente, a porta-voz da Casa Branca classificou o conteúdo como um “meme da internet”. Posteriormente, o governo informou à Reuters que a postagem teria sido um erro de um funcionário.
Trump disse que não assistiu ao vídeo completo antes de repostá-lo e afirmou que não considera que tenha cometido um erro. Segundo ele, o conteúdo tratava de alegações sobre fraude eleitoral na Geórgia em 2020, e a imagem envolvendo o casal Obama apareceria como uma “paródia” no final.
O episódio ocorre em meio a um ambiente de forte polarização política nos Estados Unidos e reacende tensões relacionadas às eleições de 2020, tema que segue sendo frequentemente mencionado por Trump em declarações públicas.
Após ameaças de Trump, Estados Unidos e Irã retomam negociações
Após semanas de escalada retórica e movimentações militares no Golfo, Estados Unidos e Irã iniciaram nesta sexta-feira (6), em Omã, uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O encontro ocorreu de forma indireta com duração de cerca de oito horas. O governo iraniano classificou o início do diálogo como “positivo”, mas reiterou que qualquer avanço exige o fim das ameaças públicas feitas por Washington.
🤔 O que aconteceu?
A nova rodada de negociações acontece após uma escalada iniciada em 2025, quando os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas.
Segundo Washington, os bombardeios tinham como objetivo atrasar o avanço técnico do programa nuclear do Irã, após relatórios indicarem aumento no nível de enriquecimento de urânio.
Teerã negou qualquer intenção militar e classificou a ação como agressão direta à sua soberania.
Imagens de satélite divulgadas recentemente mostram que ao menos uma dessas instalações já foi parcialmente reconstruída. O ponto central de preocupação internacional é que, sem um acordo ativo, a Agência Internacional de Energia Atômica não tem acesso pleno às inspeções, o que aumenta a incerteza sobre o estágio real do programa nuclear iraniano.
⚖️ Pontos de atrito nas negociações
Os Estados Unidos defendem um acordo mais amplo que o firmado durante o governo Barack Obama, do qual Trump retirou o país anos atrás. A proposta atual envolve:
encerramento definitivo do programa nuclear iraniano;
restrições ao arsenal de mísseis balísticos;
e fim do financiamento a grupos armados como Hamas, Hezbollah e Houthis.
O Irã, por sua vez, rejeita abrir mão do direito de enriquecer urânio para fins civis e considera inaceitável negociar sob coerção militar.
💥 Sanções ampliadas no mesmo dia
Apesar do início do diálogo, Washington anunciou novas sanções contra 15 entidades, dois indivíduos e 14 embarcações ligadas ao comércio de petróleo iraniano — a chamada “frota fantasma”.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo é reduzir as receitas que, na visão de Washington, financiam repressão interna e ações regionais desestabilizadoras.
Além disso, a Casa Branca afirmou que poderá aplicar tarifas extras contra países que mantenham relações comerciais com o Irã.
⚖️ Pressão e diplomacia caminham juntas
O impasse permanece. Há sinais de disposição para negociar, mas as divergências estruturais continuam profundas.
Enquanto as conversas avançam em Omã, o risco geopolítico segue elevado, com implicações diretas para:
preços do petróleo,
estabilidade no Golfo,
e o equilíbrio estratégico no Oriente Médio.
Brasil acelera e mira o Top 5 global na produção de petróleo
O Brasil consolidou em 2025 um novo patamar no mercado energético global, ao registrar um recorde histórico na produção de petróleo cerca de 3,77 milhões de barris por dia (bpd), segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), superando em mais de 12 % o resultado de 2024.
Esse resultado coloca o Brasil entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo.
📈 Rumo ao Top 5
As projeções divulgadas por consultorias internacionais e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o país tem potencial para ultrapassar 5 milhões de bpd no início da década de 2030, o que nos colocaria entre os cinco maiores produtores globais de petróleo.
🌎 Posicionamento geopolítico e liderança regional
O Brasil deve se tornar o principal motor de crescimento de oferta de petróleo fora da Opep+ já em 2026, com produção prevista acima de 4,2 milhões de bpd, consolidando sua liderança energética na América Latina.
Uma posição mais alta no ranking global também tende a ampliar a influência política do Brasil em fóruns internacionais relacionados a energia e comércio, inclusive em negociações bilaterais e regionais que envolvam commodities e contratos de longo prazo.
💰 Impactos econômicos e oportunidades para investidores
A consolidação do Brasil como um dos grandes produtores mundiais tem efeitos diretos e positivos sobre vários vetores da economia e dos mercados:
Fortalecimento da balança comercial:
O aumento estrutural da produção fortalece a balança comercial, amplia a entrada de dólares e reduz a vulnerabilidade externa do país. Isso tende a melhorar a percepção de risco, aliviar pressões cambiais e, no médio prazo, influenciar a dinâmica de juros e inflação.
Mercado acionário:
Uma produção maior significa aumento estrutural de volume exportado, maior geração de receita em dólar e, potencialmente, maior diluição de custos operacionais.
Para empresas como a Petrobras, isso pode representar mais previsibilidade de fluxo de caixa e sustentação da capacidade de pagamento de dividendos, especialmente em cenários de preço do barril ainda favoráveis.
Além disso, a expansão da produção tende a beneficiar toda a cadeia de óleo e gás, ampliando o universo de oportunidades dentro da bolsa brasileira.
🔋 Existe um ponto de atenção.
Quanto maior o peso do petróleo na economia, maior também a exposição do país à volatilidade do preço internacional do barril e às mudanças estruturais ligadas à transição energética. Ou seja, o movimento é estruturalmente positivo, mas não elimina riscos cíclicos.
FGC prepara plano para recompor até R$ 50 bilhões após liquidação do Master
O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve votar nesta semana um plano para recompor o caixa da instituição, afetado pelos pagamentos relacionados à liquidação do grupo Master pelo Banco Central (BC).
A estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 46,9 bilhões em indenizações, mas o valor pode superar os R$ 50 bilhões considerando empréstimos ao Master e eventuais desdobramentos em instituições conectadas ao caso.
💰 Como o FGC pretende levantar os recursos?
O plano em discussão envolve três frentes principais:
Antecipação de contribuições ordinárias: os bancos associados adiantariam pagamentos que fariam ao longo dos próximos anos.
Contribuição extraordinária permanente: além da antecipação, haveria cobrança adicional de 0,06% ao ano, por prazo indeterminado. Segundo estimativas de pessoas próximas às discussões, essa estrutura poderia levantar pouco mais de R$ 40 bilhões inicialmente.
Possível uso do compulsório: bancos discutem com o Banco Central a possibilidade de utilizar recursos do compulsório para reforçar os repasses ao FGC, preservando o caixa das instituições.
🤔 Por que isso importa para o mercado?
A recomposição do FGC é crucial para manter a confiança no sistema financeiro. O fundo é um dos principais pilares de estabilidade do mercado de crédito no Brasil, especialmente para investidores de renda fixa bancária.
Ao mesmo tempo, o plano levanta discussões relevantes:
Impacto no caixa dos bancos, especialmente médios e pequenos;
Possível efeito sobre spreads e custo de captação;
Uso do compulsório como instrumento de liquidez sistêmica.
A votação deve ocorrer nos próximos dias, e a decisão será acompanhada de perto pelo mercado, dada a magnitude dos valores envolvidos.
Carnaval ficou quase 80% mais caro em 10 anos
Curtir o Carnaval está significativamente mais caro do que há uma década. Levantamento da Rico Investimentos mostra que a chamada “cesta carnavalesca” — que reúne produtos e serviços típicos da folia, acumulou alta de 79,07% em 10 anos, acima dos 64,77% do IPCA no mesmo período.
🍺 O que mais subiu?
O impacto não veio de um único vilão, mas da combinação de reajustes em diferentes frentes:
Outras bebidas alcoólicas: +80,76% em 10 anos
Passagens aéreas: +74,23%
Bijuterias: +61,76%
Cerveja: +58,18%
Ônibus interestadual: +54,91%
Já itens como maquiagem tiveram alta menor no período analisado (+35,16% em 10 anos), enquanto o vinho, incluído no IPCA apenas a partir de 2020, subiu 23,64% em seis anos.
🔎 Por que subiu tanto?
O estudo aponta alguns fatores estruturais:
Valorização do dólar, encarecendo insumos importados como metais, pigmentos e ingredientes industriais;
Alta de commodities, como malte e alumínio (no caso da cerveja);
Demanda sazonal elevada, que pressiona preços de serviços e passagens;
Custo de mão de obra, especialmente em serviços como cabeleireiro e barbeiro (+42,62% em 6 anos).





