Os primeiros 5 dias do ano começaram agitados...
Resumo da Semana, as principais manchetes de política, economia e do mercado financeiro para você precisa saber para começar a semana sempre atualizado(a)!
Principais manchetes para começar o ano atualizado(a)!
🔗 A captura de Nicolás Maduro
🎯 Após Venezuela, Trump agora mira na Colômbia?
📌 China impõe barreira à carne brasileira
📝 Lula sanciona Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026
💵 Mudança no vr e a disputa acirrada pelo mercado de R$ 150 bilhões
A captura de Nicolás Maduro
No último sábado, 3 de janeiro de 2026, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram realizaram uma operação militar cinematográfica para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
🤔 O que aconteceu?
A operação, batizada de "Absolute Resolve" (Resolução Absoluta), foi autorizada pelo presidente Donald Trump e executada na madrugada de sábado. A ação envolveu cerca de 150 aeronaves, incluindo caças e bombardeiros, que neutralizaram os sistemas de defesa aérea da Venezuela em pontos estratégicos.
Simultaneamente, tropas de elite (Special Operations Forces) desceram de helicópteros diretamente no Palácio de Miraflores e em outros bunkers fortificados em Caracas.
Segundo relatos oficiais, a captura foi extremamente rápida. As tropas invadiram o local no momento em que Maduro tentava alcançar um "quarto de pânico" de aço, mas ele foi detido antes de conseguir trancar a porta.
A missão durou pouco mais de duas horas e meia, e Maduro foi exfiltrado para o porta-aviões USS Iwo Jima antes de ser transladado para Nova York, onde passou suas primeiras noites em uma prisão federal no Brooklyn, aguardando julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Breve contexto: o Regime de Maduro
Nicolás Maduro estava no poder desde 2013, tendo assumido a presidência após a morte de Hugo Chávez. Seu governo foi marcado por uma profunda crise humanitária e econômica, hiperinflação e o isolamento diplomático de grande parte do Ocidente. Desde 2020, o Departamento de Justiça dos EUA mantinha uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura
🗓 Repercussão no Brasil e no Mundo
No Brasil: O governo Lula emitiu uma nota conjunta com Chile, México e Colômbia condenando veementemente a intervenção militar, chamando-a de "violação da soberania". Internamente, a oposição (liderada por nomes como Tarcísio de Freitas) celebrou a queda do regime.
No Mundo: Países como Rússia e China condenaram veementemente o que chamaram de “sequestro internacional”. Já a União Europeia adotou um tom de cautela, pedindo moderação e uma transição democrática pacífica. Em algumas cidades como Goiânia, Miami e Madri, comunidades de imigrantes venezuelanos saíram às ruas para comemorar o que consideram o início do fim da ditadura.
🔍 O que acontece agora?
Maduro deve comparecer hoje, 5 de janeiro, perante um juiz federal em Manhattan para ouvir formalmente as acusações de narcoterrorismo.
Em meio a tudo isso, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ordenou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a presidência interina. Ela já enfrenta pressão e ameaças de Trump para que colabore com uma transição imediata.
O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje ao meio-dia (horário de Brasília) para discutir a legalidade da intervenção e os riscos de uma escalada militar na América do Sul, com o Brasil participando como observador interessado.
Após Venezuela, Trump agora mira na Colômbia?
Um dia após forças dos EUA invadirem a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, a Colômbia com alguma ação militar americana.
🤔 Como isso aconteceu?
A ameaça não veio por um comunicado oficial, mas sim durante uma entrevista improvisada a bordo do Air Force One. Ao ser questionado se planejava levar a força militar para outros países após a captura de Maduro, Trump afirmou que:
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, fazendo referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.
Quando os repórteres pressionaram se isso significava uma operação militar em solo colombiano, ele respondeu que soa bem para ele.
Ele justificou que sua administração não tolerará líderes que, em sua visão, facilitam o fluxo de drogas para as fronteiras americanas.
🎙️ A resposta de Petro
Gustavo Petro, presidente colombiano, reagiu imediatamente na rede social X, classificando as falas de Trump como uma "ameaça ilegítima" e uma "calúnia". Ele desafiou o presidente americano a apresentar provas, afirmando que não possui registros judiciais de tráfico.
Por meio de um comunicado oficial, o governo colombiano se manifestou afirmando que as declarações de Trump desrespeitam os princípios fundamentais das relações entre Estados soberanos e configuram interferência indevida nos assuntos internos do país.
Além disso, reforçaram que divergências entre países devem ser tratadas por canais diplomáticos, com diálogo, cooperação e respeito às normas internacionais, e afirmou que continuará defendendo sua soberania e suas instituições.
China impõe barreira à carne brasileira
No dia 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor uma medida de salvaguarda imposta pela China que restringe a importação de carne bovina brasileira.
O governo chinês estabeleceu um sistema de cotas anuais, aplicando uma sobretaxa pesada de 55% para qualquer volume que ultrapassar o limite definido para cada país exportador. A medida deve durar, inicialmente, por três anos.
⚖️ O sistema de "Cotas e Sobretaxas"
A medida foi anunciada pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom) no apagar das luzes de 2025 e funciona da seguinte forma:
O Brasil terá o direito de exportar 1,106 milhão de toneladas em 2026 com a tarifa normal de 12%.
Caso a gente exporte além desse limite, a tarifa total saltará para 67% (12% base + 55% de sobretaxa), o que torna o produto brasileiro proibitivo para o mercado chinês.
Para se ter uma ideia do impacto, até novembro de 2025, o Brasil já havia exportado quase 1,5 milhão de toneladas para a China. Ou seja, a nova cota força uma redução relevante relação ao volume que o Brasil já vinha praticando.
🤔 Por que a China fez isso?
A China alega que sua indústria pecuária doméstica sofreu "danos severos" devido ao excesso de importações baratas, principalmente vindas do Brasil, que responde por cerca de 45% de toda a carne bovina importada pelos chineses.
O governo de Pequim quer proteger seus produtores locais, que enfrentaram quedas de preços e lucros baixos nos últimos dois anos.
Além disso, há um componente geopolítico:
Ao impor cotas também para EUA e Austrália, a China sinaliza que quer ter controle total sobre seu suprimento de alimentos em um cenário global cada vez mais instável.
📊 Repercussão no Mercado e no Governo
Impacto Financeiro: A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que o Brasil pode perder até US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) em receitas de exportação apenas em 2026.
Queda na Bolsa (B3): No primeiro pregão do ano, as ações dos grandes frigoríficos despencaram. A Minerva (BEEF3) caiu 6,77%, sendo uma das maiores baixas do Ibovespa, já que é a empresa mais dependente das vendas para a China. JBS e Marfrig também sofreram perdas significativas.
Reação do Governo: O Ministério da Agricultura e o Itamaraty classificaram a medida como “excessiva”. O Brasil já iniciou conversas diplomáticas para tentar flexibilizar essas cotas.
Lula sanciona Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026
No dia 1º de janeiro de 2026, o presidente Lula sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2026. A lei estabelece as metas e prioridades do governo para o próximo ano, servindo como a “base” para a elaboração do orçamento final.
O texto foi aprovado com 26 vetos estratégicos, principalmente em relação ao volume de recursos para o fundo partidário e à autonomia do Congresso sobre certas verbas.
✍️ Principais Pontos e Vetos
Veto ao Fundo Partidário: O presidente barrou o aumento real (acima da inflação) de cerca de R$ 160 milhões que o Congresso havia aprovado para o financiamento de partidos e campanhas. Lula manteve o valor apenas corrigido pela inflação.
Fundo Eleitoral "Turbinado": Apesar do veto ao fundo partidário (uso diário), o Fundo Eleitoral (para as eleições de 2026) foi sancionado em R$ 4,9 bilhões. O governo queria apenas R$ 1 bilhão, mas cedeu ao valor estipulado pelo Congresso para evitar uma derrota maior.
Calendário das Emendas (A grande novidade): Pela primeira vez, a lei obriga o governo a pagar 65% das emendas parlamentares ainda no primeiro semestre. Isso garante que deputados e senadores tenham verbas em suas bases antes das eleições de outubro, tirando do governo a chance de "travar" o dinheiro em troca de votos.
Prioridades Sociais: O texto confirmou o foco em programas de infraestrutura (PAC), transição energética e o novo programa de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Mudança no vale-refeição e a disputa acirrada pelo mercado de R$ 150 bilhões
O mercado de benefícios, que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil, vive uma revolução neste início de 2026 devido à implementação das novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
🤔 O que aconteceu?
No final de 2025, o governo federal publicou um decreto que regulamentou definitivamente a abertura do mercado de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA).
A medida visa quebrar o domínio das "quatro gigantes" do setor (Alelo, Sodexo/Pluxee, Ticket e VR), que detêm cerca de 80% do mercado, permitindo que novas operadoras e fintechs (como iFood, Flash, Caju e Swile) compitam em igualdade de condições, reduzindo taxas para restaurantes e dando mais liberdade ao trabalhador.
💼 As novas "regras do jogo"
A operação para abrir esse mercado foi estruturada em três pilares que entram em vigor escalonadamente ao longo de 2026:
Teto para Taxas (MDR): A partir de 11 de fevereiro de 2026, a taxa cobrada dos restaurantes não poderá ultrapassar 3,6%. Antes, muitos estabelecimentos pagavam taxas de até 7%, o que encarecia o prato feito (PF).
Prazo de Repasse: O pagamento aos restaurantes, que levava 30 dias, agora deve ser feito em no máximo 15 dias corridos, aliviando o caixa dos pequenos comerciantes.
Interoperabilidade e Portabilidade: Foi estabelecido o cronograma para que, até o final de 2026, qualquer cartão de benefício passe a ser aceito em qualquer maquininha (interoperabilidade) e o trabalhador possa escolher em qual operadora quer manter seu saldo (portabilidade).
Fim do “Rebate”: O decreto proibiu o rebate (desconto que as operadoras davam às empresas contratantes para “comprar” o contrato), prática que distorcia o mercado e acabava sendo paga indiretamente pelo trabalhador e pelo restaurante.
📌 Como isso repercutiu no Brasil?
A notícia foi recebida com entusiasmo pelos trabalhadores, pois a estimativa do Ministério da Fazenda é de uma economia de R$ 7,9 bilhões para os consumidores, já que menos taxas para os restaurantes devem significar preços menores nas refeições.
A Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes) celebrou a medida como uma vitória histórica contra o que chamavam de "pedágio" das tiqueteiras.





