O fim do Will Bank, a marcha de Nikolas Ferreira, crise migratória nos EUA e mais
Resumo da Semana, as principais manchetes de política, economia e do mercado financeiro para você precisa saber para começar a semana sempre atualizado(a)!
Principais manchetes para começar o ano atualizado(a)!
😬 BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank
🧍♂️ A marcha de Nikolas Ferreira termina com raio
📌 Morte de enfermeiro em ação do ICE vira estopim de crise migratória
🛫 Gol nomeia presidente após morte de fundador
📉 S&P 500 tem pior desempenho em 1º ano de mandato
BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank
O Banco Central do Brasil (BC) decretou, em 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. CFI, instituição que controla o Will Bank. A decisão encerra as tentativas de recuperação da empresa e determina o fim das suas operações.
🤔 O que aconteceu?
Antes da decisão final, o Will Bank já operava sob regime especial de supervisão, enquanto o BC buscava uma solução de mercado para a instituição. Essas tentativas não avançaram.
A situação se agravou quando o banco deixou de cumprir obrigações no sistema de pagamentos, o que levou à suspensão dos cartões pela Mastercard. Com a interrupção dos serviços essenciais e a perda de liquidez, o BC considerou a liquidação inevitável.
Além disso, o órgão apontou conflitos de interesse e problemas de controle ligados ao conglomerado do Banco Master, já liquidado anteriormente, como fator relevante na decisão.
⚖️ Como funciona a liquidação extrajudicial?
Com a liquidação:
as operações do banco são encerradas;
o Banco Central nomeia um liquidante, que passa a administrar os ativos e passivos;
inicia-se um processo formal para pagamento de credores, seguindo a ordem prevista em lei.
Efeito Master + Will no mercado secundário de renda fixa
O caso Banco Master + Will Bank gerou um efeito colateral claro: o mercado passou a precificar risco com muito mais desconto no secundário (quando investidores vendem títulos antes do vencimento).
LCIs/LCAs do Banco de Brasília (BRB) chegaram a ser ofertadas a 108% do CDI no secundário e, por serem isentas de IR, isso equivale a algo como 139% do CDI em produtos tributáveis (como CDB).
CDBs do Pleno (ex-Voiter) chegaram a até 170% do CDI no secundário.
📌 Por que as taxas “saltam” no secundário?
No secundário, taxa alta geralmente significa preço baixo: quem quer vender rápido aceita desconto no valor do título, e esse desconto “vira” uma taxa maior para quem compra.
⏳ O trauma não foi só a quebra
Outro fator que mexeu com o apetite do investidor foi a demora do reembolso do FGC no caso Master, agravada por questionamentos do TCU sobre o processo — o que deixou dinheiro parado e corroeu o retorno efetivo. O texto cita que um CDB de 120% do CDI pode terminar entregando algo perto de ~102% do CDI por causa do período sem rendimento desde a liquidação.
Marcha de Nikolas Ferreira termina com raio
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou uma caminhada política que começou em 2 de fevereiro de 2026, em Paracatu (MG), e terminou em Brasília (DF), com o objetivo declarado de pressionar instituições e defender aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente os investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A mobilização teve caráter simbólico, combinando discurso religioso, narrativa de perseguição política e demonstração de força da base bolsonarista às vésperas de um ano eleitoral sensível.
🤔 O que foi a marcha?
A caminhada percorreu 240km pela BR-040, sendo apresentada por Nikolas como um “ato pacífico de resistência”. Ao longo do trajeto, apoiadores se revezaram em trechos do percurso, enquanto o deputado usava redes sociais para ampliar o alcance político do movimento.
O discurso central foi direcionado contra decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), críticas ao sistema de Justiça e pedidos de anistia para envolvidos no 8 de janeiro.
No ato final em Brasília estiveram presentes nomes como Carlos Bolsonaro (PL), Marcos do Val (Podemos), Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de Padre Kelmon.
🇧🇷 O encerramento
O ato final, foi realizado neste sábado (8), na Praça do Cruzeiro, marcado por chuva forte e pela queda de um raio próximo aos manifestantes .
Segundo o Corpo de Bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local; 30 foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), e oito estavam em condição instável.
Nesse encontro final em Brasília estiveram presentes nomes como: Carlos Bolsonaro (PL), Marcos do Val (Podemos), Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de Padre Kelmon.
🏛️ Reação da base do governo
Parlamentares da base governista chamaram a marcha de “irresponsável”, criticando a falta de comunicação com órgãos como a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), especialmente diante da tempestade que atingiu a região. Lindbergh Farias (PT-RJ), Erika Hilton (PSOL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ) foram alguns dos que se manifestaram publicamente.
🗣️ Resposta de Nikolas
Nikolas Ferreira afirmou que o evento sofreu um “incidente natural”, negou qualquer falta de organização e disse que a situação estava fora do controle dos organizadores.
Morte de enfermeiro em ação do ICE vira estopim de crise migratória
A morte de Alex Pretti, enfermeiro de UTI de 37 anos, durante uma operação do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) em Minneapolis, no estado de Minnesota, provocou uma onda de protestos, reações políticas e reacendeu um dos debates mais sensíveis dos Estados Unidos: imigração, uso da força e poder federal.
O caso ocorreu no sábado, 24 de janeiro de 2026, e rapidamente se tornou um símbolo político nacional.
🤔 O que aconteceu?
Pretti era enfermeiro, trabalhava em UTI e foi baleado durante uma ação de agentes federais de imigração. Segundo autoridades federais, os agentes teriam agido em legítima defesa, alegando que ele estaria armado.
No entanto, vídeos gravados por testemunhas e citados nas reportagens levantaram dúvidas sobre essa versão, já que as imagens não mostram claramente o momento em que Pretti teria apresentado ameaça direta. Diante disso, um juiz federal determinou a preservação de provas, elevando o caso ao campo judicial.
O episódio ocorreu em uma cidade já sensível: Minneapolis havia registrado outra morte ligada a ação do ICE no início de janeiro, o que ampliou a percepção de padrão — e não de exceção.
📌 O contexto maior nos Estados Unidos?
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, a política migratória voltou ao centro da agenda federal. O governo ampliou operações do ICE, especialmente em grandes centros urbanos governados por democratas, muitos deles classificados como “cidades santuário”.
Esse movimento criou um choque direto entre:
o governo federal, que afirma estar apenas aplicando a lei migratória;
estados e municípios, que acusam Washington de excesso de poder e uso desproporcional da força.
A morte de um profissional da saúde, em meio a esse ambiente, funcionou como um gatilho emocional e político.
🔥 Reação nas ruas e nas instituições
Após o episódio, manifestantes tomaram as ruas de Minneapolis, exigindo que agentes do ICE deixem a cidade. Houve bloqueios, confrontos pontuais e protestos com o slogan “ICE fora agora”, que rapidamente se espalhou para outras localidades.
No plano institucional:
o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, pediu investigação completa e independente;
o governador Tim Walz acionou a Guarda Nacional de Minnesota para reforçar a segurança;
autoridades estaduais e municipais passaram a questionar publicamente a presença federal.
🗣️ O que disse Donald Trump?
O presidente Donald Trump afirmou que o governo está “revisando tudo”, mas elogiou o ICE, dizendo que a agência realizou um “trabalho fenomenal”. A declaração aumentou ainda mais a tensão com governadores e lideranças democratas, que viram o discurso como sinal de endurecimento, e não de apuração.
Trump também sinalizou que parte da operação federal em Minnesota pode ser reduzida no futuro, mantendo outro grupo focado em investigações de fraude financeira, sem apresentar prazo.
Gol nomeia presidente após morte de fundador
A Gol Linhas Aéreas anunciou que Antonio Kandir, vice-presidente do Conselho de Administração, assumirá como presidente interino da companhia após o falecimento de Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho, ocorrido no sábado (24). A mudança foi oficializada em fato relevante no domingo (25).
🤔 Quem foi Constantino Júnior
Constantino de Oliveira Júnior morreu aos 57 anos, em São Paulo, em decorrência de um câncer que vinha sendo tratado há alguns anos. Ele foi o fundador da Gol em 2001 e o primeiro CEO da empresa, cargo que ocupou por 11 anos até 2012. A partir de 2004, passou a integrar também o Conselho de Administração, onde permaneceu até sua morte.
Ele também foi um dos fundadores e presidente-executivo do Grupo Abra, holding do setor aéreo que controla, além da própria Gol, companhias como Avianca e Wamos Air, com presença em mais de 25 países.
A liderança de Júnior foi decisiva para popularizar o acesso ao transporte aéreo no Brasil, especialmente por meio do modelo de baixo custo. Sua visão estratégica ajudou a Gol a se consolidar como uma das principais companhias do setor no país, promovendo democratização da aviação e ampliando o acesso de milhões de brasileiros aos voos comerciais
📌 O que muda para Gol?
Com a presidência interina de Antonio Kandir, a Gol busca garantir continuidade operacional e estabilidade estratégica. A empresa frisou que a mudança no comando não altera seus planos de negócio e que a equipe executiva seguirá à frente das operações.
🎯 Para o investidor
No curto prazo, o mercado tende a acompanhar a reação das ações da Gol a essa transição de liderança, especialmente em um contexto em que a confiança e clareza na estratégia executiva são fatores relevantes para valuation.
S&P 500 tem pior 1º ano de mandato presidencial desde George W. Bush
Mesmo encerrando o primeiro ano do novo mandato de Donald Trump em alta, o S&P 500 registrou o desempenho mais fraco para um primeiro ano presidencial em 20 anos. Do dia da posse até 20 de janeiro de 2026, o principal índice de ações dos Estados Unidos subiu 13,3%, abaixo do padrão histórico recente e bem distante do próprio primeiro mandato de Trump, quando o índice avançou 24,1%.
🤔 Por que foi “pior”, mesmo subindo?
Expectativa alta demais: o segundo mandato começou depois de dois anos seguidos de ganhos acima de 20% no S&P 500, o que elevou muito a régua para o “ano 1”.
Choques de política econômica: o mercado quase entrou em território de “bear market” em abril por incertezas sobre tarifas, e só se recuperou quando Trump recuou de ameaças mais severas.
Além disso, o índice marcou menos recordes históricos do que em ciclos anteriores, 39 recordes históricos no período, contra 62 em 2017 (primeiro ano do primeiro mandato de Trump), refletindo um ambiente mais instável e menos linear.
🚀 O motor do rali (e o que sustentou o mercado)?
entusiasmo com inteligência artificial e grandes empresas de tecnologia;
expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve;
economia resiliente e lucros corporativos fortes, reforçados pelo impulso fiscal do One Big Beautiful Bill Act.
🎯 Para o investidor
O primeiro ano do mandato de Trump deixa uma mensagem clara: retornos continuam possíveis, mas o risco político elevou o nível de volatilidade estrutural. Em 2026, disciplina, diversificação e rebalanceamento tendem a pesar mais do que apostas direcionais.





