Desdobramentos do ataque ao Irã, Flávio Bolsonaro e Lula empatados, manifestações no Brasil e mais
Resumo da Semana, as principais manchetes de política, economia e do mercado financeiro para você precisa saber para começar a semana sempre atualizado(a)!
Principais manchetes para começar o ano atualizado(a)!
⚔️ Ataque dos EUA e Israel mata líder supremo do Irã
📣 Manifestações da direita no Brasil
🗳 Eleições de 2026: Flávio Bolsonaro e Lula empatam em nova pesquisa
📈 Bradesco cria a Bradsaúde: um gigante de R$ 52 bilhões
😬 “Só Jesus resolve”: CEO da Enel diz que apagões em SP são inevitáveis
Ataque dos EUA e Israel mata líder supremo do Irã e gera retaliação no Golfo
EUA e Israel lançaram, na manhã de sábado (28/2), uma série de ataques coordenados contra o Irã. Horas depois, Donald Trump afirmou que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, havia sido morto nos bombardeios, fato confirmado posteriormente pelo governo iraniano.
A partir daí, o conflito entrou em fase de retaliações regionais, com novos ataques e alertas de escalada.
🤔 O que aconteceu?
As explosões começaram pouco após 9h30 no horário local, imagens via satélite mostraram danos significativos no complexo da Casa da Liderança, escritório do líder supremo em Teerã, com destruição visível, edifícios queimados e coluna de fumaça.
Ainda no sábado, veio a confirmação oficial da morte de Khamenei, anunciada na TV estatal, com declaração de luto de 40 dias.
🎯 A resposta Iraniana
Após a confirmação do “martírio” de seu líder, o governo iraniano e a Guarda Revolucionária (IRGC) elevaram o tom e iniciaram o que chamam de “operação ofensiva mais devastadora da história”.
Em manifesto oficial, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que “fará os inimigos se arrependerem até a última gota de sangue”.
A resposta militar foi imediata e agressiva:
Chuva de projéteis: o Irã disparou ao menos 137 mísseis e 209 drones apenas contra os Emirados Árabes.
Ataques a bases: instalações da Marinha americana no Bahrein (sede da 5ª Frota dos EUA) foram atingidas, e explosões foram registradas em Doha (Catar), Kuwait e Jordânia.
Bloqueio de Ormuz: a agência estatal Tasnim informou que o Estreito de Ormuz foi fechado para navegação, interrompendo a circulação de até 21 milhões de barris de petróleo por dia.
A justificativa de Teerã para o ataque a países vizinho é que eles “cederam solo soberano” para ataques americanos, tornando suas bases alvos legítimos. O clima em capitais como Dubai é de pânico, com mísseis sendo interceptados sobre áreas residenciais e hotéis de luxo.
📌 Por que atacar agora?
Diferente de outras crises, esta ocorreu durante um processo diplomático. Washington e Teerã estavam na terceira rodada de negociações em Genebra para tentar salvar o acordo nuclear.
Segundo fontes americanas e analistas da BBC, o governo Trump concluiu que o Irã estava usando a diplomacia apenas para “ganhar tempo” enquanto acelerava o enriquecimento de urânio em instalações que não haviam sido destruídas em 2025. O ataque foi classificado como preventivo: a ideia era agir antes que o Irã atingisse o nível de 90% de pureza (necessário para a bomba).
O momento veio pela identificação de “janela de oportunidade”.
Os serviços de inteligência de Israel e EUA detectaram que o regime estava em seu ponto mais frágil em décadas:
Crise de legitimidade: o país vem enfrentando desde o fim de 2025 a onda de protestos mais violenta desde 2022. O povo já não pede reformas, mas o fim da teocracia.
Colapso econômico: com a moeda (Rial) derretendo e uma inflação galopante, o apoio interno ao governo minguou.
Perdas estratégicas: em junho de 2025, ataques já haviam matado cientistas e comandantes importantes. O comando militar estava enfraquecido e “cego” em algumas áreas de defesa.
👥 Quem assume o poder no Irã?
Com a morte do governante de 86 anos, o Irã instituiu um governo de transição. Segundo a Constituição, o comando interino será exercido por um conselho formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário e o clérigo Alireza Arafi.
A escolha do sucessor definitivo cabe à Assembleia de Peritos (88 clérigos), mas o processo enfrenta desafios logísticos.
🌎 Como o Brasil e o mundo reagiu?
O governo brasileiro, condenou a ação coordenada de EUA e Israel, destacando que os ataques ocorreram “em meio a um processo de negociação entre as partes”, apontado como “o único caminho viável para a paz”.
Reino Unido, Alemanha e França condenaram os ataques de retaliação do Irã a países vizinhos;
China expressou “profunda preocupação” e pediu paralisação imediata das ações militares;
Rússia descreveu as ações de EUA e Israel como “imprudentes”, com apelo por retorno a soluções diplomáticas.
📈 Impacto imediato nos mercados
O choque geopolítico reverberou instantaneamente com uma disparada no petróleo e recuo das bolsas globais.
Os principais indicadores mostram uma corrida por proteção:
Petróleo: o barril de Brent saltou quase 14%, operando próximo dos US$ 80. Há o temor de que o preço supere os US$ 100 caso o transporte pelo Estreito de Ormuz seja interrompido por tempo prolongado.
Gás: o contrato de referência na Europa disparou 20%, refletindo o risco sobre as exportações de GNL do Catar.
Ativos de segurança: o ouro subiu 2% e o dólar registrou valorização frente a moedas globais.
Impacto nas Bolsas e setores:
Enquanto o setor de energia brilha, o restante do mercado opera no vermelho. Quase todas as bolsas da Ásia e Europa abriram em queda acentuada nessa segunda-feira (2), com destaque para as perdas em Madri (-2,58%) e Hong Kong (-2,1%).
Companhias aéreas e de turismo foram as mais atingidas. AirFrance-KLM (-7,24%), Lufthansa (-5,77%) e as japonesas ANA e JAL registraram quedas expressivas.
Empresas de petróleo como Shell (+5,32%) e BP (+4,70%) operam em forte alta, acompanhando a valorização da commodity.
📉 O que isso indica para a economia?
O encarecimento súbito da energia pode reacender pressões inflacionárias globais. Para o investidor, o cenário exige cautela com ativos expostos ao transporte marítimo e à aviação.
Como resposta emergencial, a Opep+ (liderada por Arábia Saudita e Rússia) anunciou um aumento na produção de 206 mil barris por dia para o mês de abril, tentando conter a volatilidade, mas a eficácia da medida dependerá da duração das hostilidades e da segurança das rotas comerciais no Golfo Pérsico.
Atos da direita miram STF e pressionam Congresso por revisão de penas
No último domingo (1), manifestações convocadas pela oposição sob o slogan “Acorda Brasil” ocorreram em mais de 20 cidades brasileiras. O movimento buscou medir a temperatura das ruas após o anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o indicado de seu pai para a corrida presidencial de 2026, misturando pautas de anistia com críticas diretas ao Judiciário.
O foco central foi a pressão sobre o Congresso Nacional para a derrubada do veto presidencial à dosimetria, projeto que visa reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
🤔 O que aconteceu?
As principais concentrações ocorreram na Avenida Paulista, em São Paulo, e na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento na capital paulista foi marcado pela presença de três nomes que figuram no tabuleiro presidencial da direita: o senador Flávio Bolsonaro e os governadores Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO).
As pautas defendidas incluíram:
Anistia e Dosimetria: pedidos de liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro e a revisão das penas do 8 de janeiro.
Ofensiva ao STF: pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Unidade da Direita: Flávio Bolsonaro buscou sinalizar um “resgate” do grupo, evitando ataques diretos nominais ao Supremo para manter um tom de “defesa da democracia”.
Público estimado: segundo o Monitor do Debate Político (USP), o ato na Paulista reuniu cerca de 20,4 mil pessoas no pico, enquanto no Rio de Janeiro o público foi estimado em 4,7 mil pessoas.
🗣️ Discursos e tons distintos
Houve uma divisão clara de estratégias entre os líderes presentes. Enquanto os governadores adotaram uma linha mais institucional, aliados próximos da família Bolsonaro subiram o tom.
Romeu Zema (Novo): criticou o que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília, sem citar nomes de ministros ou autoridades do STF.
Ronaldo Caiado (PSD): focou em segurança pública e prometeu anistia a Bolsonaro caso seja eleito.
Nikolas Ferreira e Silas Malafaia: foram os mais agressivos. O deputado Nikolas chamou Alexandre de Moraes de “pateta” e afirmou que seu destino final é a cadeia, enquanto o pastor Malafaia classificou o ministro como um “ditador da toga”.
⚖️ A reação da esquerda
Representantes do governo e líderes do PT utilizaram as redes sociais para minimizar o impacto das mobilizações. A leitura governista é de que o movimento está em “queda livre” e que a adesão foi significativamente menor do que em anos anteriores.
Eleições de 2026: Flávio Bolsonaro e Lula empatam em nova pesquisa
O tabuleiro eleitoral para 2026 consolidou-se nesta semana com um dado indigesto para o Palácio do Planalto: a liderança isolada de Lula no segundo turno não existe mais. Pela primeira vez, uma pesquisa aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em empate técnico real com o atual presidente (Paraná Pesquisas).
🤔 O que dizem os números?
Os levantamentos mostram liderança de Lula em dois cenários analisados de primeiro turno, são elas:
Cenário 1:
Cenário 2:
Já para o segundo turno, em um cenário de Flávio vs. Lula, Flávio aparece numericamente à frente pela primeira vez, com 44,4% contra 43,8% de Lula.
📊 O teto da reeleição e a rejeição
O maior obstáculo para o PT hoje não é um nome específico, mas a resistência à continuidade do projeto atual. O sentimento de “mudança” já supera o de “continuidade” em regiões estratégicas:
Rejeição à reeleição: para 52,2% dos brasileiros, Lula não merece ser reeleito. Esse número é ainda mais drástico no Sul (66%) e no Sudeste (56%).
Avaliação de Governo: a desaprovação à gestão petista chegou a 52%, contra 45% de aprovação. O Nordeste continua sendo o único reduto onde o governo mantém folga (59% de aprovação).
Ninguém quer?: a rejeição de “não votaria de jeito nenhum” também está empatada: 46,2% para Lula e 44,9% para Flávio.
Bradesco cria a Bradsaúde: um gigante de R$ 52 bilhões listado na Bolsa
O mercado de capitais brasileiro acompanhou, nesta sexta-feira (27/2), o anúncio de uma reorganização societária massiva no Grupo Bradesco. O banco decidiu consolidar todo o seu ecossistema de saúde sob a Odontoprev (ODPV3), que passará a se chamar Bradsaúde.
O movimento é classificado como um “IPO reverso”, permitindo que a operação de saúde do banco, que antes era fechada, passe a ter suas ações negociadas diretamente no Novo Mercado da B3. Com faturamento de R$ 52 bilhões, a nova companhia nasce como uma das maiores potências do setor na América Latina.
🤔 O que aconteceu?
O Bradesco estruturou uma operação em três fases para transferir seus ativos de saúde (planos médicos, hospitais e clínicas) para dentro da Odontoprev.
Com a incorporação:
Participação majoritária: o Bradesco saltará de 53,6% para 91,35% do capital da nova Bradsaúde.
Números robustos: a empresa já nasce com 13 milhões de beneficiários, 3.600 leitos hospitalares e 35 clínicas próprias.
Direito de retirada: acionistas da Odontoprev que discordarem da fusão poderão resgatar suas ações pelo valor de R$ 12,39.
💰 Novo portfólio e mercado
A Bradsaúde deixa de ser apenas uma operadora odontológica para se tornar uma plataforma completa de saúde. O portfólio agora inclui:
Bradesco Saúde e Mediservice: líderes em planos empresariais.
Medicina Diagnóstica: participação relevante no Grupo Fleury (FLRY3).
Hospitais e Tecnologia: a rede de hospitais Atlântica (em parceria com Rede D’Or e Einstein) e a plataforma de inteligência médica Orizon.
O presidente do conselho, Luiz Carlos Trabuco, descreveu a manobra como a maior do país neste formato. Estrategicamente, o Bradesco busca destravar valor: enquanto a Odontoprev era focada em um nicho, a Bradsaúde passa a competir diretamente com gigantes como Rede D’Or e Hapvida, mas com o diferencial de estar sob o guarda-chuva de um dos maiores bancos do país.
Analistas da Bloomberg Intelligence destacaram que a nova empresa nasce com um lucro líquido combinado de R$ 3,6 bilhões (base 2025) e um ROE (retorno sobre patrimônio) de 24%, patamar considerado muito positivo para o setor.
📈 Reação do mercado
A reação dos investidores foi de euforia para a empresa incorporadora e otimismo para o banco:
Odontoprev (ODPV3): ações dispararam 14,32% logo após o anúncio.
Bradesco (BBDC4): papéis do banco subiram 2,76%.
"Só Jesus resolve": CEO da Enel diz que apagões em SP são inevitáveis
Em uma declaração que gerou forte reação no Brasil, o CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou que é "impossível evitar o blackout" em São Paulo durante tempestades. Durante evento para investidores em Milão, o executivo adotou um tom cético sobre a rede paulistana, chegando a dizer que, nas condições atuais, "apenas Jesus Cristo poderia resolver".
🤔 O que aconteceu?
Cattaneo justificou as falhas recorrentes apontando problemas estruturais que, segundo ele, fogem ao controle operacional da companhia:
Conflito com árvores: A rede de SP é aérea e passa “por dentro das árvores”, o que torna o sistema vulnerável a quedas de galhos em eventos climáticos extremos.
Rede subterrânea: O executivo defendeu que a solução definitiva seria o enterramento dos cabos, mas ressaltou que isso exige investimentos (Capex) e tempo que a população e a política não parecem dispostas a esperar.
Crítica política: Sugeriu que o debate eleitoral no Brasil contamina a discussão técnica, dificultando soluções de longo prazo.
🔎 A fala ocorre em um momento crítico:
A Aneel retomou este mês o processo que pode levar à caducidade da concessão (cancelamento do contrato) da Enel em São Paulo. Enquanto o fornecimento na capital paulista sofre críticas, o grupo anunciou investimentos globais de US$ 53 bilhões, mas com prioridade para os EUA e Europa.







